Por vezes dou por mim a pensar no que fomos... No que esperei de ti, no que larguei por ti, no que nem sequer agarrei por ti.
Penso no que fui contigo; a felicidade temporária parecia-me permanente e para sempre, e quando chegou ao fim fiquei desiludido por ter depositado tanta esperança numa relação como essa...
Depois de pensar na desilusão que senti quando acabou, volto a pensar no que poderá ser o meu futuro e no que foi o meu passado antes de ti. Se antes de ti eu vivia feliz porque não haveria de o ser agora?
É certo que depois de todas as nossas experiências não sou a mesma pessoa que era quando começámos, aliás, é impossível ser a mesma pessoa. Além de ser mais adulto, sei valorizar muito melhor uma verdadeira relação e uma verdadeira paixão. Não que a nossa não o fosse, mas quando se é criança não se sabe conduzir um automóvel real e quando se é adulto não ligamos à importância de brincar com uma peça de lego.
Ultrapasso assim a minha tristeza de viver agora sem ti relembrando como vivia antes de ti. Desejo que vivas bem sem mim, além de desejar quero que o faças porque para mim não viverás mais. Não é ódio por ti mas sim amor próprio. Sinceramente, não aguentarei mais ninguém que duvide do que quer na sua vida, do que quer para sim e, honestamente, alguém que só se limita a pedir desculpa por estar a confundir a cabeça do outro e continua a cometer o erro só merece uma coisa: desprezo.
Desculpa mas antes de ti... ESTOU EU!
sábado, 25 de março de 2017
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
A Vida tira...
Durante toda a minha vida quis ser treinador de futebol mas o destino sempre me retirou dessa estrada. Crescia e via sempre o futebol na televisão, pensava nas posições táticas, estratégias, formas de conseguir conduzir uma equipa ao estrelato.
Quando chegou a altura de decidir por mim o que queria fazer da minha vida, na entrada no ensino secundário, fui ver que curso queria seguir, já praticamente mentalizado que iris para desporto. A surpresa foi quando, na altura de fazer a inscrição na secundária a professora responsável me disse que o desporto tinha fechado naquele ano e perguntou se eu tinha uma segunda escolha e, eu, como também me ajeitava no desenho, afirmei que então me inscrevesse em artes visuais e veríamos como seria.
Passaram-se os três anos, existiram altos e baixos, no 11º ano deixei uma disciplina por fazer e só a concluí no 12º ano, por exame, sem saber como nem porquê.
Altura da candidatura na universidade. Tudo bem. Fazer mais uma vez a cruzinha no desporto, segunda cruzinha nas artes.
E o que aconteceu?
Exatamente isso! O desporto foi outra vez «com os porcos» e lá entrei eu em artes outra vez e tudo se volta a repetir... Mas no primeiro semestre deixei uma cadeira por fazer e no terceiro deixei mais duas.
Neste momento estou a pensar seriamente no que irei fazer a minha vida...
Levo mais um ano ou dois e acabo esta licenciatura? Acabo já com isto, cancelo a matrícula e vou seguir o meu sonho de criança e de vida?
A Vida Tirou... Mas Ainda Não Deu...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Queda
Na vida existem pessoas que saem, outras entram e saem, outras que ficam para "sempre"...
Unhas...
Um dia um sujeito ia na rua a falar com um amigo e deixou cair uma nota numa sargeta e, quando se apercebeu pediu ao amigo para segurar a sargeta para que este conseguisse tirar a nota. Quando estava quase a tirá-la do fosso o amigo, descuidado, deixou a sargeta cair sobre a mão do primeiro indivíduo e entalou-lhe um dos dedos.
Passaram-se horas, dias... A unha pisada ficava negra momento após momento, ia se separando-se da pele até que caiu, ficando aquela carne viva à mostra. Mais dias se passaram e no lugar da unha que caiu cresceu outra ligeiramente mais frágil. A partir de então o sujeito teve muito cuidado para que mais nenhuma unha lhe caísse.
Amizades...
Por vezes, quando somos amigos de alguém, surgem-nos testes que põem em prova a nossa amizade, o que pode fazer com que está entre na ruína e caia. A partir daí temos duas opções: temos cuidado para que não aconteça o mesmo às outras amizades, para que elas não se desmoronem, ou então não nos preocupamos e estamo-nos a borrifar se acontece o mesmo outra vez. Por um lado seríamos muito estúpidos se não nos preocupássemos em perder alguém de quem gostamos, mas por outro lado também não podíamos estar sempre com medo de perder,os alguém.
Será esse medo necessário? Será essa preocupação inevitável?
Opções ...
T(eu)
Pelas tuas palavras os meus braços caíram por terra e daí começou a minha ausência na tua vida. Até aí, todos os dias eu lutara pela nossa relação, lutara por ti, sim... mais por ti que por mim.
Esse foi o meu primeiro e maior erro: dar-te mais do dobro do que aquilo que tu me davas.
Não, o defeito não está só em ti, mas também em mim, por isso isto chegou a este ponto.
Desejei-te demais, tive-te demais, exagerei demais, vivi demenos. Esse último ponto foi o pior: ter vivido demenos foi horrível, o facto de fazer tudo em torno da tua «pessoa», esse ser espantosamente desprezível: «primeiro o que as pessoas pensam acerca do que faço e, só depois, o que eu acho do que faço»; cagando para isso estou eu, que ao contrário de ti não faço as coisas para agradar a terceiros, nem me preocupo com as suas ideias politicamente corretas. Na minha cabeça só seremos felizes se fizermos toda e qualquer coisa que nos faça sentir realizados, estando nós conscientes do que é certo ou errado.
Não fui feliz, e pensava que sim. Pensava que realmente a minha felicidade se fazia consoante os teus desejos mas... E onde estavam os meus?!
Eu não sou tu, o que é meu não é teu, e eu nunca fui teu...
Guiei a minha vida por ti, Acabei a minha vida sem ti (e ainda bem).
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Cansei de ser segunda opção
Depois de ter acabado, ela diz que me ama mas eu sei que não. Diz que quer estar comigo, que faz é que acontece, mas no fim acaba por não fazer nem acontecer nem dizer e acaba por desaparecer.
Usando uma metáfora futebolística para exprimir o que sinto neste momento, sinto-me como um Eduardo ao lado de um Rui Patrício ou um Ruben Amorim ao lado de um Samaris, segunda opção...
Sinceramente sinto-me cansado de me sentir assim... Errei, admiti, pedi desculpas, lutei, lutei, lutei, até que.... Admito que perdi. Ponto! Perdi, acabou. Não, não vou lutar mais, mas não é por ser fraco mas sim por não ser parvo.
Enquanto amar o meu corpo, alguém irá amar o meu coração...
Porque... O meu coração parou de bater.. Para ela... Cansei de ser segunda opção...
domingo, 29 de maio de 2016
Perdi-te ou Perdi-me?
Quando te perdi pensei que nunca te tinha encontrado, que nunca te tinha conhecido, porque te conheci de um jeito que nunca pensei que fosses, e deixei de te encontrar como sempre te encontrei e sempre te percorri e contigo corri.
Deixei-me levar por ti, contigo e a teu lado.
Não digo o que penso sobre ti mas penso sobre ti em tudo o que digo, e estás presente em tudo o que digo sem que estejas realmente presente.
Um dia sonhei que te tinha perdido, no dia seguinte tinha-te perdido sem sequer acordar do pesadelo.
Sem querer te magoar, magoei-te, queimei-te, matei-te, cremei-te e fiz-te desaparecer na névoa do meu pensamento e contigo desapareceu, se cremou, morreu, queimou e magoou o meu antigo «eu».
Sem gostar de te fazer doer, gostava que soubesses que te fiz doer sem consciência porque se não tivesse amado não teria vivido e por isso não estávamos cá.
Foste uma pessoa super importante para mim e guardo cada momento nosso como uma alegria mas não passa de uma recordação. Cada sorriso teu, cada «vem a minha casa e estamos com a minha família», cada «vamos ser felizes», e depois do último destes «vamos ser felizes» acaba... Sem se saber explicar porquê nem como mas acabou...
domingo, 12 de abril de 2015
Porque amamos?
O que é o amor? Algo que não se consegue explicar nos faz dar tudo pela felicidade do outro, para que possamos contemplar o seu sorriso magnífico, o que mais desejamos é vê-lo feliz...
Mas tudo rebenta quando o nosso mais que tudo diz que não dá mais, que já não sente o que sentia, que já não ama como amava, que já não nos olha com aqueles olhos apaixonados com que nos olhava...
Mas tudo rebenta quando o nosso mais que tudo diz que não dá mais, que já não sente o que sentia, que já não ama como amava, que já não nos olha com aqueles olhos apaixonados com que nos olhava...
De que serve o amor? É o melhor mas também é o pior sentimento do mundo. Faz-nos sentir como se estivéssemos dentro de um conto de fadas, tudo corre bem, nada nos derruba...
MAS...
Tudo cai assim que acaba, assim que se vai... O mundo parece desabar assim que ouvimos um "Não dá mais".
Por mais que lutemos por essa pessoa, ela parece não querer voltar, parece desistir do que ainda não se perdeu.
Um vencedor não é aquele que ganha mas sim aquele que mesmo perdendo nunca se deixa ir a baixo e luta até à última gota de suor....
Mas será que, referindo-nos ao amor, vale a pena continuar a lutar ou mais vale desistir e tentar encontrar outra pessoa e tentar ser feliz...?
Subscrever:
Mensagens (Atom)





