segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

T(eu)

Pelas tuas palavras os meus braços caíram por terra e daí começou a minha ausência na tua vida. Até aí, todos os dias eu lutara pela nossa relação, lutara por ti, sim... mais por ti que por mim.

Esse foi o meu primeiro e maior erro: dar-te mais do dobro do que aquilo que tu me davas.

Não, o defeito não está só em ti, mas também em mim, por isso isto chegou a este ponto.

Desejei-te demais, tive-te demais, exagerei demais, vivi demenos. Esse último ponto foi o pior: ter vivido demenos foi horrível, o facto de fazer tudo em torno da tua «pessoa», esse ser espantosamente desprezível: «primeiro o que as pessoas pensam acerca do que faço e, só depois, o que eu acho do que faço»; cagando para isso estou eu, que ao contrário de ti não faço as coisas para agradar a terceiros, nem me preocupo com as suas ideias politicamente corretas. Na minha cabeça só seremos felizes se fizermos toda e qualquer coisa que nos faça sentir realizados, estando nós conscientes do que é certo ou errado.

Não fui feliz, e pensava que sim. Pensava que realmente a minha felicidade se  fazia consoante os teus desejos mas... E onde estavam os meus?!

Eu não sou tu, o que é meu não é teu, e eu nunca fui teu...

Guiei a minha vida por ti, Acabei a minha vida sem ti (e ainda bem).



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Cansei de ser segunda opção


Depois de ter acabado, ela diz que me ama mas eu sei que não. Diz que quer estar comigo, que faz é que acontece, mas no fim acaba por não fazer nem acontecer nem dizer e acaba por desaparecer.

Usando uma metáfora futebolística para exprimir o que sinto neste momento, sinto-me como um Eduardo ao lado de um Rui Patrício ou um Ruben Amorim ao lado de um Samaris, segunda opção...

Sinceramente sinto-me cansado de me sentir assim... Errei, admiti, pedi desculpas, lutei, lutei, lutei, até que.... Admito que perdi. Ponto! Perdi, acabou. Não, não vou lutar mais, mas não é por ser fraco mas sim por não ser parvo.

Enquanto amar o meu corpo, alguém irá amar o meu coração...

Porque... O meu coração parou de bater.. Para ela... Cansei de ser segunda opção...


domingo, 29 de maio de 2016

Perdi-te ou Perdi-me?

Quando te perdi pensei que nunca te tinha encontrado, que nunca te tinha conhecido, porque te conheci de um jeito que nunca pensei que fosses, e deixei de te encontrar como sempre te encontrei e sempre te percorri e contigo corri.

Deixei-me levar por ti, contigo e a teu lado.

Não digo o que penso sobre ti mas penso sobre ti em tudo o que digo, e estás presente em tudo o que digo sem que estejas realmente presente.

Um dia sonhei que te tinha perdido, no dia seguinte tinha-te perdido sem sequer acordar do pesadelo.

Sem querer te magoar, magoei-te, queimei-te, matei-te, cremei-te e fiz-te desaparecer na névoa do meu pensamento e contigo desapareceu, se cremou, morreu, queimou e magoou o meu antigo «eu».
Sem gostar de te fazer doer, gostava que soubesses que te fiz doer sem consciência porque se não tivesse amado não teria vivido e por isso não estávamos cá.

Foste uma pessoa super importante para mim e guardo cada momento nosso como uma alegria mas não passa de uma recordação. Cada sorriso teu, cada «vem a minha casa e estamos com a minha família», cada «vamos ser felizes», e depois do último destes «vamos ser felizes» acaba... Sem se saber explicar porquê nem como mas acabou...

Sem dúvida que para sempre marcaste, mas para nunca ficaste.

domingo, 12 de abril de 2015

Porque amamos?

O que é o amor? Algo que não se consegue explicar nos faz dar tudo pela felicidade do outro, para que possamos contemplar o seu sorriso magnífico, o que mais desejamos é vê-lo feliz...
Mas tudo rebenta quando o nosso mais que tudo diz que não dá mais, que já não sente o que sentia, que já não ama como amava, que já não nos olha com aqueles olhos apaixonados com que nos olhava...

De que serve o amor? É o melhor mas também é o pior sentimento do mundo. Faz-nos sentir como se estivéssemos dentro de um conto de fadas, tudo corre bem, nada nos derruba...

MAS...

Tudo cai assim que acaba, assim que se vai... O mundo parece desabar assim que ouvimos um "Não dá mais".
Por mais que lutemos por essa pessoa, ela parece não querer voltar, parece desistir do que ainda não se perdeu.
 
Um vencedor não é aquele que ganha mas sim aquele que mesmo perdendo nunca se deixa ir a baixo e luta até à última gota de suor....
Mas será que, referindo-nos ao amor, vale a pena continuar a lutar ou mais vale desistir e tentar encontrar outra pessoa e tentar ser feliz...?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Pobreza de espirito

Na minha vida apenas passa o tempo, tempo esse maioritariamente infeliz e que me faz pensar de  que valerá a vida sem qualquer ponto de apoio e sem razão nenhuma para lutar pela vida.
 
Sem razões? Sou um sortudo por ter comida na mesa todos os dias,roupa lavada na gaveta, amigos fieis, uma família perfeita para mim.
 
De que me queixo? Há crianças a morrerem todos os dias sem comida,que perdem os seus familiares na guerra e a trabalharem sol após sol para por o pão na mesa todos os dias, que vivem cada dia que passa Com meia dúzia de tostões. E queixo-me Eu de chatisses insignificantes?
 
São insignificantes mas fazem-me sofrer dia após dia. Não me recordo da última noite que dormir totalmente descansado e despreocupado. Nem me lembro do último dia que fui completamente feliz.
 
Daqui em diante vou deixar de pensar porque essa é a maior dor do ser humano. Vou passar a viver cada segundo da minha vida indiferente a todas as situações, indiferente da realidade do mundo.
Vou deixar de ser eu para passar a ser Eu, vou ser melhor para mim e para mim isso basta.
Pobre de espírito? Não. Realista. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Somos como o mar...

Tal como o mar, o ser humano tem dias de maior agitação, de tempestade ou de mais calma, refletindo-se isso também nas diferentes horas do dia onde estamos mais calmos e, por qualquer razão, alteramos inconscientemente a nossa postura e ficamos mais agressivos, agitados, entusiasmados, sensíveis,...

Também, por vezes, não exteriorizamos o que vai dentro de nós e comportamo-nos como se tivesse afundado um navio no mar da nossa vida, e depois desse outro, e outro, e outro... Podemos aparentar estar felizes e por dentro estarmos em destroços, totalmente enundados pela dor de pensar, dor essa que nos faz sofrer e nos vai destruindo até ao dia em que explodimos, e nesse dia começamos a baixar a ondulação, fazemos recuar a maré e depois criamos um maremoto pronto para destruir tudo e todos os que se cruzarem conosco.

O ser humano tem que aprender a viver com a vida que lhe deram e saber remar contra todos os maremotos que cria para que eles deixem de existir.

No barco da vida não deixes de remar.



O Ser Humano

Jamais irei desistir de tentar ser feliz... Jamais irei deixar que os outros me tentem subornar e me tentem desviar dos meus objectivos...

Por vezes somos confrontados com situações em que achamos que temos que mudar, temos que pensar primeiro em nós que nos outros, mas quando queremos fazê-lo ficamos presos e voltamos sempre a repetir os mesmos erros e a ter as mesmas atitudes e a pensar da mesma forma que temos que mudar e BLÁ BLÁ BLÁ.

É assim o ser humano. Há aqueles que têm tudo no sitio com conta, peso e medida; depois há aqueles que nunca acreditam nas suas capacidades apesar de todo o mundo lhes dizer que eles conseguem; e também aqueles que têm a mania que fazem tudo melhor que todos e que mais tarde ou mais cedo acabam na mentira e num mundo de desgraça.

NINGUÉM é perfeito, NUNCA ninguém o será por isso nesta breve vida que cada um de nós leva tentemos fazer com que consigamos morrer felizes. Chorar, sorrir, sofrer, amar, fazer as pessoas à nossa volta feliz são coisas que precisamos de fazer enquanto vivos para mudarmos de mundo com um sorriso na cara.