domingo, 29 de maio de 2016

Perdi-te ou Perdi-me?

Quando te perdi pensei que nunca te tinha encontrado, que nunca te tinha conhecido, porque te conheci de um jeito que nunca pensei que fosses, e deixei de te encontrar como sempre te encontrei e sempre te percorri e contigo corri.

Deixei-me levar por ti, contigo e a teu lado.

Não digo o que penso sobre ti mas penso sobre ti em tudo o que digo, e estás presente em tudo o que digo sem que estejas realmente presente.

Um dia sonhei que te tinha perdido, no dia seguinte tinha-te perdido sem sequer acordar do pesadelo.

Sem querer te magoar, magoei-te, queimei-te, matei-te, cremei-te e fiz-te desaparecer na névoa do meu pensamento e contigo desapareceu, se cremou, morreu, queimou e magoou o meu antigo «eu».
Sem gostar de te fazer doer, gostava que soubesses que te fiz doer sem consciência porque se não tivesse amado não teria vivido e por isso não estávamos cá.

Foste uma pessoa super importante para mim e guardo cada momento nosso como uma alegria mas não passa de uma recordação. Cada sorriso teu, cada «vem a minha casa e estamos com a minha família», cada «vamos ser felizes», e depois do último destes «vamos ser felizes» acaba... Sem se saber explicar porquê nem como mas acabou...

Sem dúvida que para sempre marcaste, mas para nunca ficaste.

domingo, 12 de abril de 2015

Porque amamos?

O que é o amor? Algo que não se consegue explicar nos faz dar tudo pela felicidade do outro, para que possamos contemplar o seu sorriso magnífico, o que mais desejamos é vê-lo feliz...
Mas tudo rebenta quando o nosso mais que tudo diz que não dá mais, que já não sente o que sentia, que já não ama como amava, que já não nos olha com aqueles olhos apaixonados com que nos olhava...

De que serve o amor? É o melhor mas também é o pior sentimento do mundo. Faz-nos sentir como se estivéssemos dentro de um conto de fadas, tudo corre bem, nada nos derruba...

MAS...

Tudo cai assim que acaba, assim que se vai... O mundo parece desabar assim que ouvimos um "Não dá mais".
Por mais que lutemos por essa pessoa, ela parece não querer voltar, parece desistir do que ainda não se perdeu.
 
Um vencedor não é aquele que ganha mas sim aquele que mesmo perdendo nunca se deixa ir a baixo e luta até à última gota de suor....
Mas será que, referindo-nos ao amor, vale a pena continuar a lutar ou mais vale desistir e tentar encontrar outra pessoa e tentar ser feliz...?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Pobreza de espirito

Na minha vida apenas passa o tempo, tempo esse maioritariamente infeliz e que me faz pensar de  que valerá a vida sem qualquer ponto de apoio e sem razão nenhuma para lutar pela vida.
 
Sem razões? Sou um sortudo por ter comida na mesa todos os dias,roupa lavada na gaveta, amigos fieis, uma família perfeita para mim.
 
De que me queixo? Há crianças a morrerem todos os dias sem comida,que perdem os seus familiares na guerra e a trabalharem sol após sol para por o pão na mesa todos os dias, que vivem cada dia que passa Com meia dúzia de tostões. E queixo-me Eu de chatisses insignificantes?
 
São insignificantes mas fazem-me sofrer dia após dia. Não me recordo da última noite que dormir totalmente descansado e despreocupado. Nem me lembro do último dia que fui completamente feliz.
 
Daqui em diante vou deixar de pensar porque essa é a maior dor do ser humano. Vou passar a viver cada segundo da minha vida indiferente a todas as situações, indiferente da realidade do mundo.
Vou deixar de ser eu para passar a ser Eu, vou ser melhor para mim e para mim isso basta.
Pobre de espírito? Não. Realista. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Somos como o mar...

Tal como o mar, o ser humano tem dias de maior agitação, de tempestade ou de mais calma, refletindo-se isso também nas diferentes horas do dia onde estamos mais calmos e, por qualquer razão, alteramos inconscientemente a nossa postura e ficamos mais agressivos, agitados, entusiasmados, sensíveis,...

Também, por vezes, não exteriorizamos o que vai dentro de nós e comportamo-nos como se tivesse afundado um navio no mar da nossa vida, e depois desse outro, e outro, e outro... Podemos aparentar estar felizes e por dentro estarmos em destroços, totalmente enundados pela dor de pensar, dor essa que nos faz sofrer e nos vai destruindo até ao dia em que explodimos, e nesse dia começamos a baixar a ondulação, fazemos recuar a maré e depois criamos um maremoto pronto para destruir tudo e todos os que se cruzarem conosco.

O ser humano tem que aprender a viver com a vida que lhe deram e saber remar contra todos os maremotos que cria para que eles deixem de existir.

No barco da vida não deixes de remar.



O Ser Humano

Jamais irei desistir de tentar ser feliz... Jamais irei deixar que os outros me tentem subornar e me tentem desviar dos meus objectivos...

Por vezes somos confrontados com situações em que achamos que temos que mudar, temos que pensar primeiro em nós que nos outros, mas quando queremos fazê-lo ficamos presos e voltamos sempre a repetir os mesmos erros e a ter as mesmas atitudes e a pensar da mesma forma que temos que mudar e BLÁ BLÁ BLÁ.

É assim o ser humano. Há aqueles que têm tudo no sitio com conta, peso e medida; depois há aqueles que nunca acreditam nas suas capacidades apesar de todo o mundo lhes dizer que eles conseguem; e também aqueles que têm a mania que fazem tudo melhor que todos e que mais tarde ou mais cedo acabam na mentira e num mundo de desgraça.

NINGUÉM é perfeito, NUNCA ninguém o será por isso nesta breve vida que cada um de nós leva tentemos fazer com que consigamos morrer felizes. Chorar, sorrir, sofrer, amar, fazer as pessoas à nossa volta feliz são coisas que precisamos de fazer enquanto vivos para mudarmos de mundo com um sorriso na cara.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Preto no Branco ou Branco no Preto...

Sabem quando é que conseguíamos ver a vida exactamente como ela era? Quando as televisões eram a preto e branco, víamos o mundo lá fora tal como ele é. Uma escuridão imensa invade os nossos pensamentos.
Quando estamos tristes predomina o preto, enquanto que quando estamos contentes prevalece o branco mas não passa disso.

NUNCA nascerá alguém igual a nós nem nunca seremos iguais a ninguém, o que quero dizer é que nunca ninguém nos compreenderá melhor que nós mesmos...
Para mim nunca vou conseguir ser totalmente feliz, nunca conseguirei o que realmente quero. Mas será o que eu quero agora que me fará mais feliz no futuro? Em princípio seria mas se tivéssemos tudo o que queremos logo desde a nossa nascença iríamos crescer mimados e com o hábito de querer sempre mais e mais e apanhar grandes desilusões e não iríamos lutar por nós, pela nossa dignidade... Um puto de 15-16 anos não sabe o que quer da vida, não sabe simplesmente... Não é fácil explicar a um rapaz, que até dá uns toques na bola, que o futebol nao lhe trará a alimentação, ou a uma rapariga, que sempre sonhou ser ginasta e ganhar campeonatos, que isso é bastante perigoso. Mas também não os podemos fazer desistir porque se é isso que eles queres, têm que saber lutar por isso e levantar-se após cada queda que derem... Temos que os fazer acreditar que são capazes se derem tudo por isso.

Se não conseguirem temos que os fazer perceber que não é o fim do mundo e que conseguem coisas que antes não imaginavam conseguir, que têm que viver a vida despreocupada, aproveitarem cada dia como se fosse o último, aproveitarem para sorrir, chorar, sofrer, dormir, abraçar, beijar, amar...

Amar? Amar dói!

Antes de amar-mos outra pessoa temos que aprender a amar-nos e a nos conhecermos ao nosso interior e a cada curva do nosso corpo. O amor é o melhor sentimento do mundo pois graças a ele amamos os nossos amigos, família, inimigos,... Mas também o pior pois faz-nos sofrer por uma pessoa querida por nós, faz-nos sentir o que ela sente. Mas o amor é isto... 

A vida passa de Preto e Branco a Preto, Branco e Vermelho...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

PENSAR...

Porque penso, e «Pensar incomoda tanto como andar à chuva». Pensar dói mais do que as dores de uma mãe que acaba de ter a sua criança. Pensar dói ainda mais do que a dor de viver descontente atrás de um sonho inalcansável.

Pensar apenas dói, mas será um «apenas» a palavra indicada para demonstrar o quanto dói? A dor de pensar é muito mais forte do que alguma vez serei, é muito mais persistente que eu. A dor aparece quando menos esperamos. Mas a dor é boa porque precisamos dela para reagir às coisas da vida senão éramos irracionais.
Apenas pensamos, apenas existimos, apenas sofremos, apenas nos magoamos...
 
MAS APENAS O QUÊ?!
 
Pensar dói, mas existir dói muito mais. «Pensar é estar doente dos olhos», dos ouvidos, da boca. É como uma epidemia que nos vai destruindo desde o dia em que nascemos até ao dia que partimos para outro mundo.
Pensamos nas coisas que devíamos ter feito, dito, realizado, sonhado, concluído... Mas porque é que pensamos nas coisas passadas?
Talvez porque sabemos que podíamos ter sido melhores, que podíamos ter feito melhor do que fizemos, ou simplesmente porque estamos doentes...